Você já se perguntou por que alguns clientes recebem convite para um cartão de metal enquanto outros não?
O BB Visa Altus Liv é um cartão metal Visa Infinite lançado em novembro de 2025, pensado para públicos Estilo e investidores selecionados.
A aprovação envolve análise de elegibilidade e crédito: renda, patrimônio, padrão de gastos e relacionamento com o banco. Por isso, não é um produto massificado; a oferta tende a ser seletiva.
Há diferença entre Altus Private, voltado ao segmento mais restrito, e o altus liv, direcionado a clientes de alta renda e investidores. O contexto ajuda: o mercado de cartões premium ganhou força após o crescimento de 14,4% nos pagamentos com cartão no 1º semestre de 2025, segundo a Abecs.
Neste review vamos detalhar critérios de convite, riscos de reprovação ou cancelamento, benefícios que pesam na decisão e análise de custo entre anuidade e isenção.
bb altus aprovação: quem pode ser aprovado e como funciona a elegibilidade por convite
A seleção para o altus liv ocorre por convite e mira um público bem específico. A elegibilidade por convite significa que não basta solicitar: o banco pré-seleciona um grupo de clientes com maior aderência ao produto.

Segmento Estilo, alta renda e perfil investidor
O foco é o segmento Estilo — clientes de alta renda e com perfil investidor ou alto poder de consumo. Esses clientes costumam concentrar conta, investimentos e gastos no banco.
Critérios divulgados no lançamento
No lançamento, foram citados sinais claros: investimentos acima de R$ 1 milhão, renda mínima de R$ 30 mil ou gastos médios acima de R$ 20 mil nos últimos seis meses. O banco pode considerar um ou mais desses fatores.
Janela de análise e preparação
A janela avalia os últimos seis meses: média de gastos, recorrência e estabilidade. Oscilações bruscas enfraquecem o perfil.
“Atualize cadastro, foque em concentração de gastos e mantenha comprovações prontas.”
Mesmo em alta renda, histórico de crédito e comportamento financeiro influenciam o resultado. Relacionamento com o banco aumenta a visibilidade e a chance de convite.
Como o Banco do Brasil avalia o perfil para aprovar o BB Altus Liv
A avaliação do perfil premium integra dados de investimentos, frequência de compras e estabilidade financeira. O objetivo é medir se o cliente tem liquidez e padrão de gastos compatíveis com um cartão de alto limite.

Renda, patrimônio e visão de grupo
Renda e investimentos funcionam como sinais complementares. Valores aplicados servem como proxy de patrimônio e liquidez, quase tão relevantes quanto o salário mensal.
Para bancos, olhar o conjunto — conta, investimentos e relacionamento — ajuda a formar a visão de grupo que sustenta a oferta.
Comportamento de consumo e compatibilidade
O banco observa ticket médio, frequência e concentração de gastos. Compras recorrentes e compatibilidade entre limite e faturamento aumentam a confiança na capacidade de pagamento.
Risco de crédito e consistência
Histórico de pagamentos, endividamento e uso de limite em outros bancos afetam o score. Estabilidade ao longo dos anos e coerência entre renda declarada e gastos reduzem o risco percebido.
Convite versus solicitação
O convite indica pré-elegibilidade: o banco já detectou sinais favoráveis, mas ainda há checagens internas e validações cadastrais antes da emissão final.
Motivos de reprovação e reavaliação
Divergência cadastral, movimentação incompatível ou documentação incompleta são causas comuns de reprovação mesmo para clientes com alta renda. Auditorias ou mudanças no perfil podem levar a reavaliação ou cancelamento.
“Mantenha dados atualizados e evite alterações artificiais de gasto; relacionamento consistente com o banco aumenta suas chances.”
- Atualize cadastro no app ou agência.
- Concentre gastos reais sem brincar com números.
- Priorize relacionamento e investimentos que demonstrem liquidez.
Benefícios que mais influenciam a decisão de contratar (pontos, dólar e salas VIP)
Na decisão por um cartão de alta renda, três benefícios tendem a se destacar: pontos, lounges e custo do dólar. Esses eixos definem se o produto compensa o custo e o perfil de uso.
Pontuação escalonada no Brasil
As escadas de pontuação no mercado local mudam o retorno conforme a fatura. Até R$ 15 mil a regra entrega 3,0 pontos por US$.
Entre R$ 15 mil e R$ 25 mil sobe para 3,5 pontos por US$. Acima de R$ 25 mil chega a 4,0 pontos por US$.
Compras no exterior e pontuação fixa
Para compras internacionais a taxa é fixa: 4,0 pontos por dólar. Isso facilita quem viaja e acelera o acúmulo de recompensas.
Pontos Livelo que não expiram
Os pontos vão para a Livelo e não expiram, o que dá flexibilidade para planejar resgates de passagens ou produtos sem pressa.
Salas VIP e acessos ilimitados
O pacote inclui LoungeKey e Visa Airport Companion, com acessos ilimitados para titular e adicionais. Há também o acesso Visa Infinite Lounge (GRU T3).
Regras de convidados podem variar; em alguns programas há limites anuais para acompanhantes.
Acompanhantes e cartões adicionais
São permitidos até 7 cartões adicionais gratuitos. Isso multiplica acessos e facilita viagens em família, com os mesmos benefícios para cada adicional.
IOF, spread e comparação com cashback
Com campanha de IOF zero e spread internacional em 4%, o custo efetivo em dólar pode ficar competitivo. O cashback de 1,3% é alternativa prática.
Quando optar por pontos ou cashback: escolha pontos se planeja resgatar passagens de alto valor; prefira cashback se quiser retorno líquido e reinvestimento fácil.
Anuidade, isenção e custo-benefício para clientes de alta renda
Para clientes de alta renda, a anuidade deve ser avaliada como um investimento, não apenas uma taxa. O valor cheio é 12x de R$ 300 — R$ 3.600 por ano — e isso define quanto você precisa recuperar em pontos, cashback ou serviços.
Como funciona o desconto na anuidade: a regra é mensal. Com gastos a partir de R$ 15 mil há 50% de cashback na parcela da anuidade. A partir de R$ 25 mil, o desconto sobe para 100%.
Isenção por investimentos: clientes com aplicações acima de R$ 2 milhões em produtos do banco recebem isenção total. Isso beneficia quem prefere demonstrar patrimônio em vez de concentrar todos os gastos no cartão.
Cenários práticos: abaixo de R$ 15 mil, a anuidade pesa; entre R$ 15–25 mil, você paga metade; acima de R$ 25 mil, a anuidade fica zerada via cashback; e quem tem > R$ 2 milhões fica isento.
Reveja cálculos antes de aceitar: campanhas, IOF e spread mudam, e o equilíbrio entre pontos e cashback varia conforme seu padrão de gastos.
Compare alternativas no mercado olhando isenção, retorno por dólar, custo no exterior e regras para adicionais. Assim você escolhe o cartão que realmente compensa para seus gastos e perfil de cliente.
Conclusão
Se você busca um cartão que combine alto retorno de pontos e conforto em viagens, este produto pode valer a pena.
Na prática, a seleção funciona por convite e triagem: renda declarada, patrimônio (investimentos acima de R$ 1 milhão) e média de gastos em uma janela de seis meses são avaliados. Há checagem de crédito e consistência do perfil.
A proposta se resume à pontuação agressiva (até 4 pts/US$ no exterior e escadas no Brasil), pontos que não expiram e acesso a salas VIP ilimitadas para titular e adicionais.
Financeiramente, a anuidade zera a partir de R$ 25 mil mensais ou por isenção via investimentos (≈ R$ 2 milhões). Se você não atinge esses patamares, compare retorno em pontos versus alternativas com isenção mais fácil.
Checklist rápido: atualize cadastro, concentre gastos de forma orgânica por 90–180 dias, mantenha relacionamento com o banco e calcule pontos vs cashback antes de aceitar o cartão.
Conclusão: se já tem o patamar de gastos ou investimentos, o cartão se destaca; caso contrário, busque opções com custo-benefício mais adequado ao seu perfil.



